domingo, 21 de agosto de 2011

13º Salário NUNCA Existiu...


Nunca tinha pensando sobre este aspecto. Brilhante, de fato!

Os trabalhadores ingleses recebem os ordenados semanalmente!
Mas há sempre uma razão para as coisas e os trabalhadores ingleses, membros de uma sociedade mais amadurecida e crítica do que a nossa, não fazem nada por acaso!

Ora bem, cá está um exemplo aritmético simples que não exige altos conhecimentos de Matemática, mas talvez necessite de conhecimentos médios de desmontagem de retórica enganosa.

Lembrando que o 13º no Brasil foi uma inovação de Getúlio Vargas, o “pai dos pobres” e que nenhum governo depois do dele mexeu nisso.

Porquê? Porque o 13º salário não existe.

O 13º salário é uma das mais escandalosas de todas as mentiras dos donos do poder, quer se intitulem “capitalistas” ou “socialistas”, e é justamente aquela que os trabalhadores mais acreditam.

Suponhamos que você ganha R$ 700,00 por mês. Multiplicando-se esse salário por 12 meses, você recebe um total de R$ 8.400,00 por um ano de doze meses.
R$ 700,00 X 12 = R$ 8.400,00

Em Dezembro, o generoso governo manda então pagar-lhe o conhecido 13º salário.

R$ 8.400,00 + 13º salário = R$ 9.100,00

R$ 8.400,00 (Salário anual)
+ R$ 700,00 (13º salário)
= R$ 9.100,00 (Salário anual mais o 13º salário)

... e o trabalhador vai para casa todo feliz com o governo que mandou o patrão pagar o 13º.

Façamos agora um rápido cálculo aritmético:

Se o trabalhador recebe R$ 700,00 mês e o mês tem 4 semanas, significa que ganha por semana R$ 175,00.

R$ 700,00 (Salário mensal)
dividido por 4 (semanas do mês)
= R$ 175,00 (Salário semanal)

O ano tem 52 semanas (confira no calendário se tens dúvida!). Se multiplicarmos R$ 175,00 (Salário semanal) por 52 (número de semanas anuais) o resultado será R$ 9.100,00.

R$ 175,00 (Salário semanal)
X 52 (número de semanas anuais)
= R$ 9.100,00

O resultado acima é o mesmo valor do Salário anual mais o 13º salário
Surpresa!!
Onde está, portanto, o 13º Salário?

A resposta é que o governo, que faz as leis, lhe rouba uma parte do salário durante todo o ano, pela simples razão de que há meses com 30 dias, outros com 31 e também meses com quatro ou cinco semanas (ainda assim, apesar de cinco semanas o governo só manda o patrão pagar quatro semanas) o salário é o mesmo tenha o mês 30 ou 31 dias, quatro ou cinco semanas.

No final do ano o generoso governo presenteia o trabalhador com um 13º salário, cujo dinheiro saiu do próprio bolso do trabalhador.

Se o governo retirar o 13º salário dos trabalhadores da função pública, o roubo é duplo.

Daí que não existe nenhum 13º salário. O governo apenas manda o patrão devolver o que sorrateiramente foi tirado do salário anual.

Conclusão: Os Trabalhadores recebem o que já trabalharam e não um adicional.
13º NÃO É PRÊMIO, NEM GENTILEZA, NEM CONCESSÃO.
É SIMPLES PAGAMENTO PELO TEMPO TRABALHADO NO ANO!
TRABALHE PELA CIDADANIA!
CIRCULE ISSO!

quinta-feira, 18 de agosto de 2011

Horas extras não pagas


Segundo matéria escrita pelo colega Jorge Normando Rodrigues,muitos trabalhadores que realizaram cursos, ou trabalhos em terra, nas folgas, e não receberam as horas extras devidas,
Lembre-se que o prazo para reparar direitos trabalhistas não pagos é de 5 anos a partir da lesão (mês em que não pagaram horas extras, por exemplo) até o limite de 2 anos após o término do contrato de trabalho.
É preciso que todos saibam: várias empresas sustentam banco de horas irregular ao arrepio da legislação trabalhista e dos acordos coletivos de trabalho. Não pagam o acréscimo de 100% as folgas suprimidas, e as horas extras prestadas além de suas respectivas jornadas normais , mas apenas os dias trabalhados, de forma simples. Quem deixar para receber essas horas, acreditando no unilateral e ilegal “sistema de compensação” dessas empresas, literalmente perderá dinheiro.
Por fim, petroleiros do setor privado indagam se a mesma situação se aplica a eles, e respondemos que sim. Cursos, tarefas em terra, ou reuniões, na folga, devem ser cobrados como horas extras.
Em decisão recente da Subseção I Especializada em Dissídios Individuais (SDI-1) do Tribunal Superior do Trabalho concluiu-se que resta devido o pagamento de horas extras o tempo gasto em cursos que se destinavam ao aperfeiçoamento operacional e administrativo dos empregados dessas empresas.
No TST, a Sexta Turma rejeitou o recurso de revista de uma empresa de petróleo em favor dos empregados, verificando o tempo gasto por cada empregado nos cursos e palestras oferecidos e também quais desses eventos estavam relacionados com a atividade empresarial.
De acordo com o ministro, a empresa, ao não pagar as horas extras a todos os trabalhadores pela participação em cursos e palestras, de forma genérica, feriu direito daquela coletividade.
Sendo assim, está se firmando uma jurisprudência no sentido que esses cursos fazem parte do tempo do empregado a disposição do empregador, tendo em vista que o mesmo se beneficia de uma força de trabalho cada vez mais qualificada, deve custear o curso e as horas que ultrapassarem a jornada normal de trabalho.
Fonte: FUP

Empresas contratadas fazem o mesmo, o que podemos fazer.